

Australiano ganhou o maior prêmio da história do ASP World Tour na Califórnia
O vencedor do maior prêmio da história do ASP World Tour é Mick Fanning, que no sábado ganhou 105.000 dólares pela vitória no Hurley Pro na Califórnia. Ele já havia perdido a decisão dos 100.000 dólares no Hurley US Open of Surfing para Brett Simpson semanas atrás. Em Trestles derrotou o também americano Dane Reynolds, depois de passar por Kelly Slater nas semifinais. Fanning agora é o novo vice-líder do ranking e Adriano de Souza continuou em terceiro lugar, com a derrota para Bede Durbidge nas quartas-de-final, mesma fase que parou Heitor Alves, diante de Kelly Slater.
O campeonato mais rico da história do ASP World Championship Tour foi encerrado em séries de 2-3 pés no sábado. Desde quarta-feira não tinha nada de onda em Trestles, com as oitavas-de-final sendo adiadas até o último dia do prazo do Hurley Pro na Califórnia. Agora vem a fase européia com as etapas da Quiksilver na França, da Billabong na Espanha e depois o Rip Curl Pro Search faz seu desafio em Portugal esse ano, na última parada antes do Billabong Pipeline Masters fechar a temporada no Havaí.
Com a saída precoce de Joel Parkinson na terceira fase do ASP Tour dos EUA, Mick Fanning agora diminuiu a grande vantagem do líder para menos de 1.000 pontos. O australiano conseguiu quebrar um longo jejum de vitórias que durava desde novembro de 2007, quando festejou o título mundial no alto do pódio do Hang Loose Santa Catarina Pro conquistando o bicampeonato na etapa brasileira do ASP World Tour em Imbituba. E o fim do tabu veio na melhor hora, no evento que ofereceu o maior prêmio da história do circuito mundial. Dane Reynolds chegou até a ser apontado como favorito pelas grandes apresentações no sábado, mas teve que se contentar com os 24.000 dólares do segundo lugar, com Mick Fanning ganhando exatos 81.000 dólares a mais na bateria final do Hurley Pro.
“Primeiro de tudo, gostaria de felicitar a Hurley pelo prêmio inédito e também o Dane Reynolds. Hoje, o que ele fez aqui é só o começo do que nós veremos nos próximos anos, então obrigado por inspirar todos nós”, ressaltou Mick Fanning, que também comentou sobre as condições do mar no sábado decisivo em Trestles. “Foram muito difíceis, mas isso é o surfe, você tem que surfar em todo tipo de onda. Você não pode imaginar só pegar onda perfeita, mas tivemos bons momentos hoje e o Dane (Reynolds) mostrou isso durante o dia”, analisou o australiano, que saltou da sétima para a segunda posição no ranking, agora ficando a 936 pontos de distância do líder Joel Parkinson.
“Para você ganhar um evento, tem que bater todo mundo. Não foi só do Kelly (Slater) que eu ganhei, tem que vencer todo mundo. O Kelly foi uma parte do caminho e fiquei feliz em fazer a final com o Dane”, disse Fanning. “Antes dessa vitória, eu era só o sétimo do ranking e realmente eu não estava feliz com isso. Eu trabalhei para ter um ano bem melhor e precisava desse impulso para voltar a fome por vitórias”.
Só mesmo Mick Fanning poderia tirar a vice-liderança do ranking que Adriano de Souza chegou a reassumir após a surpreendente eliminação de C. J. Hobgood nas oitavas pelo novato Michel Bourez, do Tahiti. Isso logo depois do seu irmão gêmeo, Damien Hobgood, que era o quarto do ranking, ter sido despachado pelo cearense Heitor Alves. Mineirinho já tinha vencido o australiano Josh Kerr e ultrapassou C. J., mesmo com a derrota para Bede Durbidge numa bateria de poucas ondas surfadas. O placar foi definido por décimos de diferença. Os dois receberam nota 7,5 em suas melhores ondas, mas o australiano somou um 7,33 contra um 7,00 do brasileiro na segunda nota computada.
O grande destaque do último dia foi mesmo Dane Reynolds, que atingiu 18,20 pontos de 20 possíveis com as notas 9,70 e 9,67 que recebeu contra o também californiano Taylor Knox na segunda quarta-de-final. Aéreos incríveis, manobras jogando a rabeta, invertendo drasticamente a direção da prancha sem perder a velocidade, foram algumas armas apresentadas também contra Bede Durbidge, quando Dane garantiu a sua primeira final no ASP World Tour.
“Você não pode ganhar a sua primeira final, você pode?”, questionou Dane Reynolds. “Eu não estava sentindo-me bem antes da final. Não sou acostumado a surfar tanto em um só dia e já era a quarta bateria que eu disputava. Ás vezes eu surfo bastante, mas não muitas baterias, que é diferente de quando você só fica pegando onda. Infelizmente não deu muita onda boa nesse evento, mas até que o mar apresentou bons momentos hoje no último dia. Estava meio desanimado com tantos resultados ruins esse ano, mas eu gosto de competir e fiquei feliz com o meu dia hoje”.
RANKING ASP TOUR 2009 – 6 etapas:
01: Joel Parkinson (AUS) – 5.486 pontos
02: Mick Fanning (AUS) – 4.550
03: Adriano de Souza (BRA) – 4.348
04: C. J. Hobgood (EUA) – 4.272
05: Damien Hobgood (EUA) – 3.974
06: Kelly Slater (EUA) – 3.906
07: Bede Durbidge (AUS) – 3.760
08: Taj Burrow (AUS) – 3.685
09: Taylor Knox (EUA) – 3.616
10: Bobby Martinez (EUA) – 3.582
11: Dane Reynolds (EUA) – 3.183
12: Tom Whitaker (AUS) – 3.167
12: Kieren Perrow (AUS) – 3.167
14: Jordy Smith (AFR) – 3.121
15: Kekoa Bacalso (HAV) – 2.977
16: Kai Otton (AUS) e Michael Campbell (AUS) – 2.936
——–outros brasileiros:
24: Heitor Alves (CE) – 2.412 pontos
37: Jihad Khodr (PR) – 1.910
FINAL DO HURLEY PRO – 17,40 x 13,10 pontos:
Campeão: Mick Fanning (AUS) com notas 8,50 e 8,90 – US$ 105.000 e 1.200 pontos
2.o lugar: Dane Reynolds (EUA) com notas 7,33 e 5,77 – US$ 24.000 e 1.032 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 14.000 e 876 pontos:
1.a: Dane Reynolds (EUA) 16.77 x 14.23 Bede Durbidge (AUS)
2.a: Mick Fanning (AUS) 16.26 x 10.74 Kelly Slater (EUA)
QUARTAS-DE-FINAL – 5.o lugar – US$ 9.000 e 732 pontos:
1.a: Bede Durbidge (AUS) 14,83 x 14,50 Adriano de Souza (BRA)
2.a: Dane Reynolds (EUA) 18.20 x 12.50 Taylor Knox (EUA)
3.a: Kelly Slater (EUA) 13,84 x 8,17 Heitor Alves (BRA)
4.a: Mick Fanning (AUS) 17.50 x 13.00 Michel Bourez (TAH)
OITAVAS-DE-FINAL – 9.o lugar – US$ 6.300 e 600 pontos:
1.a: Bede Durbidge (AUS) 12.67 x 5.83 Kai Otton (AUS)
2.a: Adriano de Souza (BRA) 15.50 x 12.00 Josh Kerr (AUS)
3.a: Taylor Knox (EUA) 9.50 x 3.67 Roy Powers (HAV)
4.a: Dane Reynolds (EUA) 13.60 x 10.94 Rob Machado (EUA)
5.a: Kelly Slater (EUA) 12.83 x 12.50 Kekoa Bacalso (HAV)
6.a: Heitor Alves (BRA) 14.16 x 12.27 Damien Hobgood (EUA)
7.a: Michel Bourez (TAH) 12.83 x 11.96 C. J. Hobgood (EUA)
8.a: Mick Fanning (AUS) 11.63 x 10.43 Kieren Perrow (AUS)
João Carvalho- Assessoria de Imprensa da ASP South America- (48) 9988-2986- joao@aspsouthamerica.com.br